21
Mon, Jan

A LENDA DO PESCADOR QUE NÃO SENTIA DOR

Certo dia quando se aproximavam para despescar um curral na Praia de Carimã, no município de Raposa – MA., três pescadores foram surpreendidos com o pouso de uma aeronave de pequeno porte, de onde desceram um casal, acompanhado de um importante político deste Estado.

Ao se aproximarem dos pescadores, pediram para acompanhá-los na despesca. Permissão concedida, partiram todos em direção ao curral. O casal de amigos ficou um pouco mais afastado, e o importante político acompanhou os três pescadores até a área onde ficam os peixes.

Ao entrarem com a rede dentro do curral, os pescadores ficaram a observar o curioso visitante, encostado em um dos lados do portal do curral, apoiando uma de suas pernas na outra. Assim que foram recolher a rede, perceberam que o visitante ao colocar sua perna no chão, tinha pisado em uma raia de fogo e leva uma ferroada. E logo em seguida, começa a sentir fortes dores e a sacudir a perna fortemente, com sintomas de muito sofrimento. Vendo aquela cena, um dos pescadores pergunta, e agora compadre Chico, o que vamos fazer? Ele pede a um dos pescadores, que lhe traga um facão.

Em seguida, pega o facão e bate sequencialmente em duas estacas do curral, e na terceira. Raspa com as costas do facão na estaca de baixo para cima, de onde saiu um líquido meio esverdeado, parecido com um limo. Depois risca três vezes as costas do facão em sua mão, e também cospe três vezes não mesma mão, uma gosma do fumo de rolo que mascava.

Na sequência, mela o seu polegar, e põe em cima do ferimento provoca pela perfuração da raia, no peito do pé do ilustre visitante, que sofria fortes dores. E partiram em direção a praia. Ao aproximar-se da aeronave, meio manco mais já sem dor.

Os pescadores ofereceram-lhes alguns peixes, pelo qual muito agradeceram. E ao perguntar o nome do pescador e em que poderia ajudá-lo, ele respondeu apenas que seu nome era Francisco Gomes de Sousa – seu criado. E nada pediu.

Mesmo tendo insistido e deixando telefone e endereço. Ele nunca procurou o ilustre governante. Contam seus amigos de pesca e que ainda estão entre nós, que ele não sentia nenhuma dor, quando era ferroado por uma raia de fogo, e ainda os chamava de frouxos. E que sempre costumava falar a seguinte frase: “Onde tem um bom, tem sempre um melhor”, e levantava a mão apontando para o céu.